(Para Rodelas, nos
seus 49 anos de Emancipação Política)

Rodelas... Minha
Rodelas
Minha Rodelas é de
fé!
Rodelas das terras
férteis de outrora
Nas quais se
produzia
O feijão, o milho,
o arroz
O tomate, a cebola,
o pimentão
Fazendo do nosso
homem do campo
O maior produtor da
região.
Rodelas... Minha
Rodelas
Minha Rodelas é de
fé!
Rodelas da Ilha da
Viúva
Do Penedo, dos “Espins”,
Do Cachauí, do
Araticum...
Da Tapera da Boa
Esperança
E de outros
confins...
Das batatas, das
frutas
Da mandioca em
abundância...
De um povo que
sofre
Mas que luta e
alcança!
Rodelas... Minha
Rodelas
Minha Rodelas é de
fé!
Rodelas dos
coronéis, vassalos e compadres
De grandes homens
Políticos e
confrades...
Sofreu, sem dúvida,
Um grande golpe
Mas seu povo
relutou, resistiu
Fez história, foi à
luta
Sem jamais esquecer
O suor de sua
labuta!
Rodelas... Minha
Rodelas
Minha Rodelas é de
fé!
Rodelas de um povo
lutador
Terra de branco,
índio e negro
De gente que não
cansa
Que luta de sol a
sol
Reluzindo o ouro “verde”
Num novo tempo de
bonança!
Rodelas/BA, 25 de
julho de 2010.
Prof. Generino
Gabriel

Um comentário:
Esse poema é minha declaração de amor incondicional a minha cidade natal, Rodelas. Procurei retratar no poema toda labuta que testemunhei do nosso povo, desde os tempos difíceis, mas gratificantes da Velha Rodelas, até o novo modo de vida do povo rodelense, hoje agregado à fruticultura irrigada. Também retratei localidades rurais, onde se desenvolvia a nossa principal base econômica, desde aqueles tempos, bem como a formação do nosso povo, bem marcada pela presença do nativo, do colonizado e do povo escravizado, até o séc. XIX.
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