sábado, 16 de fevereiro de 2013

TEMPO DE BONANÇA


(Para Rodelas, nos seus 49 anos de Emancipação Política)



                   Rodelas... Minha Rodelas
Minha Rodelas é de fé!
Rodelas das terras férteis de outrora
Nas quais se produzia
O feijão, o milho, o arroz
O tomate, a cebola, o pimentão
Fazendo do nosso homem do campo
O maior produtor da região.

Rodelas... Minha Rodelas
Minha Rodelas é de fé!
Rodelas da Ilha da Viúva
Do Penedo, dos “Espins”,
Do Cachauí, do Araticum...
Da Tapera da Boa Esperança
E de outros confins...
Das batatas, das frutas
Da mandioca em abundância...
De um povo que sofre
Mas que luta e alcança!

Rodelas... Minha Rodelas
Minha Rodelas é de fé!
Rodelas dos coronéis, vassalos e compadres
De grandes homens
Políticos e confrades...
Sofreu, sem dúvida,
Um grande golpe
Mas seu povo relutou, resistiu
Fez história, foi à luta
Sem jamais esquecer
O suor de sua labuta!

Rodelas... Minha Rodelas
Minha Rodelas é de fé!
Rodelas de um povo lutador
Terra de branco, índio e negro
De gente que não cansa
Que luta de sol a sol
Reluzindo o ouro “verde”
Num novo tempo de bonança!

Rodelas/BA, 25 de julho de 2010.

Prof. Generino Gabriel

Um comentário:

Generino Gabriel disse...

Esse poema é minha declaração de amor incondicional a minha cidade natal, Rodelas. Procurei retratar no poema toda labuta que testemunhei do nosso povo, desde os tempos difíceis, mas gratificantes da Velha Rodelas, até o novo modo de vida do povo rodelense, hoje agregado à fruticultura irrigada. Também retratei localidades rurais, onde se desenvolvia a nossa principal base econômica, desde aqueles tempos, bem como a formação do nosso povo, bem marcada pela presença do nativo, do colonizado e do povo escravizado, até o séc. XIX.