terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SOU POETA... NÃO SEI!




Sou poeta... 

Não sei!

Sei apenas

Que me sensibilizo

Com os problemas

Do meu povo carente

E que transporto pro papel

As agruras do coração

Sem sensacionalismo barato

Nem dó

Que alimentam o ego

Dos demagogos de plantão!

 

Sou poeta...

Não sei!

Sei apenas

Que me preocupo

Com a problemática social

Do meu povo carente

Para quem o dia não nasceu

E procuro transportar

A minha indignação

Num rio de esperança

Que ainda alimenta

A minha alma por inteiro!

 

Sou poeta...

Não sei!

Ser ou não ser,

Isso não importa!

O que me interessa

É que a força dos meus versos

Conseguem me transportar

Fazendo-me ações

Iluminando cada alma

Dissipando sofrimentos

Acendendo a chama

Que cessa o frio dos corações!

 

 

Belém do São Francisco/PE, 18/01/2008.

  Prof. Generino Gabriel

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A SAGA DO MEU POVO






Hoje me lembro dos tempos de outrora
Quando vivia contemplando o Velho Chico
Subindo e descendo em suas margens
Orando a São João Batista em seu nicho.

Estivesse em qualquer porto
De todos, havia algo a contemplar
Desde a “caída” da aldeia e da igreja
Tudo me enchia os olhos a me orgulhar.

Fosse a visão da roda d’água
Ou o desejo de “adentrar” a Ilha da Porta
Fosse a vista encantadora do Serrote...
Tudo o que mais me importa.

Sentidos verdadeiros da vida...
O agricultor saindo cedinho com destino às ilhas
O pescador lançando ao rio redes de esperança
Garimpando o pão que alimenta filhos e filhas.

Também é impossível não lembrar
Das lavadeiras em sua labuta
Batalhando de sol a sol...
Fazendo sua história de luta.

Valeu a pena ter persistido
Para testemunhar a saga do meu povo
Embora a saudade me atormente...
Mas convicto estou de que é preciso viver o novo.

Rodelas/BA, 01/08/2012.

Prof. Generino Gabriel

Obs.: Poema escrito em homenagem à minha terra natal,  Rodelas, que em 31/07/2012, completou 50 anos de Emancipação Política.