sábado, 27 de agosto de 2011

CONQUISTA

Anos e anos a fio

Vivi, espalhei meu canto

Fosse inverno ou estio

Fosse alegria ou pranto.

Fui testemunha ocular

Da luta de um povo

Buscando, querendo conquistar...

Prosperidade, um caminho novo.

Em parte, a vida foi cruel

Inverteu meus valores

E tal qual como réu

Atordoado, vivi horrores.

Luto, ainda busco

Tento meu caminho trilhar

Não me importo o custo...

Vale o sonho a alcançar!

Rodelas/BA, em 08 de agosto de 2009.

Prof. Generino Gabriel

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

FIGURA FOLCLÓRICA

Meu tio-avô Amercino, que passou desta para a melhor recentemente, sempre se revelou entre os rodelenses uma figura folclórica, além de respeitável. Era um homem trabalhador, inteligente e de imaginação fértil, apesar de não ter tido a devida instrução.
Certa vez, quando trabalhava de meeiro num plantio de cebola na roça de Seu Antônio, Amercino cismou em chamar as mulheres que mudavam sua cebola para almoçar antes do patrão determinar.
Seu Antônio disse:
_ Amercino, agora não! Ainda não é meio-dia.
Meu tio, desconsiderando o que dissera o patrão, torna a gritar as trabalhadoras:
_ Hora do almoço, minha gente!
Estavam todos no rancho já com aquele apetitoso feijão com ossada de boi e arroz no prato, quando Seu Antônio, irritadíssimo, chega junto às trempes e dá aquele chute nas panelas, dizendo:
_ Eu num já falei que não é hora!
Meu tio, sarcástico como sempre, apenas retruca:
_ Mas, Seu Antônio, eu ainda queria um caldinho!

JEITO MOLEQUE (Para Elnatã Almeida)


Foste muito intenso

Enquanto vivias

Mas tu partiste...

Foste embora de mansinho

E sequer nos avisaste

Que já partirias.

Tua falta entre nós

Está a nos privar

De uma presença tão edificante

Repleta de tanto amor...

O que será de nós?

Aonde iremos nos encontrar?

Foste sorrateiramente embora

Sequer nos avisaste que ias

E a vida sem ti

Jamais será a mesma.

Será que não sabias?

Mas, um dia, vamos todos

Nos encontrar e celebrar

Toda a nossa alegria.

O teu jeito moleque

De uma alegria sem igual

Jamais iremos esquecer

Mesmo porque nos deixaste

Mas conosco continuas

Nas boas amizades e lembranças

Nas brincadeiras de criança

No carinho verdadeiro, tão real.

Porque tu foste embora

Até o sol nasceu tristonho

Mas guardaremos conosco

Apenas as tuas lições de vida

A tua alegria

Toda a tua garra

E a vontade de vencer...

Assim te vemos risonho.

Rodelas/BA, 15 de junho de 2011.

Prof. Generino Gabriel

ESPELHOS


Tantas vezes, escutamos dos nossos pais que devemos fazer o que eles dizem e não o que fazem. Mas, depois da experiência de vida que acumulamos, hoje tenho a plena certeza de que não ocorre exatamente como diziam e desejam.

Contrariando o que sempre foi dito por nossos pais, dizia Benjamin Franklin: “Um bom exemplo é o melhor sermão”. E não há como discordar de tal pensamento.

A respeito do que os nossos pais sempre disseram, acredito que seja apenas uma maneira que encontraram para impor sua autoridade, embora devam ter consciência de que não é essa atitude que nos fará respeitá-los mais ou menos.

O que ocorre, nessa dualidade, é que muitas vezes chegamos a viver um conflito, principalmente nesse país tão carente de bons exemplos, de atitudes que revelam dignidade. No entanto, não nos podemos espelhar na grande maioria cega que revela sua esperteza, apostando na desgraça, no fracasso do outro.

Na consciência de que crescer por dentro é o principal, devemos, pois, agarrarmo-nos nos raros exemplos que nos engrandece enquanto seres humanos, mesmo que tenhamos que pagar um preço. Será que o preço pago pelos malfeitores não será maior?

Prof. Generino Gabriel – Contato: (75)8851-1302

(Texto do livro “Caminhos da Reflexão”, pág. 52-3, publicado pela Editora Protexto, de Curitiba/PR)

POPULISMO: ALIADO DA IGNORÂNCIA POLÍTICA


A política é, realmente, algo muito intrigante e, muitas vezes, é capaz de nos causar ojeriza e repugnância.

Nesse contexto, é comum as pessoas acreditarem no discurso daqueles que se disponibilizam a ocupar cargos públicos eletivos e, na maioria das vezes, darem com “os burros n’água”. Essa é uma expressão do tempo dos meus bisavós, mas transmite muito bem a decepção dos que veem seu ideario trocado por um jogo político mesquinho, politiqueiro, que visa apenas a continuidade do poder, passando por cima dos princípios e dos cidadãos que lutam por seus legítimos direitos.

Faz-se necessário diferenciar “populismo” da política verdadeira, que deve nortear a ascensão popular em torno dos direitos e da dignidade dos cidadãos. O populismo é, simplesmente, a presença da política “clientelista”, política do “apadrinhamento” que visa diminuir os cidadãos para que continuem sempre à mercê do poder dominante e satisfaçam-se apenas com as migalhas, com as sobras.

Na política verdadeira, norteada pela democracia, no sentido mais amplo do termo, deve-se manter as portas de acesso aos meios sempre abertas à população, indiscriminadamente, sem deixar brechas para a mentira e para a corrupção – essa última a grande vilã da política brasileira, principalmente, nos rincões do sertão.

No entanto, há algo preponderante para a existência do “populismo” maléfico à democracia: a ignorância política de grande parte da população, que acaba por abrir espaços aos políticos que buscam satisfazer seus interesses particulares, privando tantas famílias carentes, que necessitam do mínimo para sobreviver, de benefícios coletivos imprescindíveis para que tenhamos uma sociedade igualitária que consiga “saborear” o bem-estar e a dignidade que todos vivem buscando.

Precisamos apostar na consciência dos cidadãos, de modo que percebam que não vale a pena trocar a liberdade individual por um bem-estar passageiro, quando a maioria das pessoas sofre com essa atitude. E, graças a Deus, já há reações nesse sentido nos meios populares e, sem dúvida, aqueles que vivem a apostar no “populismo” barato serão derrotados. Pois, só assim, deixarão de subestimar a capacidade de pensar e de raciocinar das pessoas, mesmo com todas as gritantes necessidades que os atingem.

Generino Gabriel de Jesus (Professor e Poeta Rodelense, leciona na rede estadual há 18 anos. Foi Vereador e, atualmente, é Vice-Prefeito de Rodelas).

NO MEIO DA RUA

No meio político, principalmente, no interior, acontecem muitos casos interessantes, de inteiro teor humorístico. E num desses episódios, ocorreu o fato de uma senhora rodelense que havia ido a Paulo Afonso - cidade pólo da região - num carro da prefeitura e o motorista retornou a Rodelas, deixando-a naquela cidade.

Já passava das 19 horas e a senhora resolveu ligar para o Prefeito:

_ Prefeito, o fio da mãe do motorista me deixou em Paulo Afonso. Agora estou eu aqui no meio da rua, com dois real no bolso!

E o Prefeito, gracista como ninguém:

_ Saia já do meio da rua, muié! É perigoso um carro atropelar você! E se eu fosse você, deixava de ser besta, pegava os dois real e ia comprar um pedaço de bolo e comer!

Entre cobras e lagartos que poderia ouvir, o Prefeito desligou o telefone, ao tempo que ligara para o motorista de plantão ir buscá-la.

Prof. Generino Gabriel

RETORNANDO, ENFIM...

OLÁ, GENTE! MUITO BOA NOITE! FAZ MUITO TEMPO QUE NÃO PASSO POR AQUI.ABRI O BLOG E NÃO MAIS POSTEI NENHUM TEXTO. MAS, ESTOU RETORNANDO. HÁ MUITO A SE FAZER, EMBORA O MEU TEMPO SEJA CURTÍSSIMO. NA MEDIDA DO POSSÍVEL, VOU TENTAR ESTAR POR AQUI ATUALIZANDO OS TEXTOS E OS CONTATOS. VALEU!!!