(Aos indígenas do Brasil)
E a exuberante beleza.
O meu irmão comigo vivia
Como exemplo de união
Defendíamos nosso povo
Com bravura e determinação.
Aí vieram os bandeirantes
Tentando me aprisionar
E com toda ganância
Quase conseguiram me escravizar.
Por outro lado, os padres
Que vieram me catequizar
Destruíram minha cultura
Até minha língua deixei de falar.
Misturaram-se com outros povos
E a minha cultura se perdeu
As minhas terras, a vida
Tudo nas mãos do europeu.
Embora quase extinto
Sobrevivo na minha consciência
Luto, sou diferente
Sou a luta pela resistência.
Poema escrito em 07/03/2000.
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