quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LANÇAMENTO DO LIVRO "ATALHOS POÉTICOS", NO COLÉGIO DULCINA CRUZ LIMA






















BRASIL EM ALTA





Nessa última semana, assistindo a um desses telejornais noturnos da televisão, fiquei, deveras, atônito e pensativo, ao ouvir que na Europa – mais especificamente, em Londres – muitas pessoas estão estudando português. Surpreso? É isso mesmo! Muitos ingleses estudando português e, inclusive, já há casais por lá que, quando vão contratar uma empregada ou babá, dão preferência às brasileiras, para que seus filhos possam aprender o idioma praticando, bem como para que as crianças aprendam com mais facilidade.
Engraçado é que há alguns anos sempre ouvíamos que para nós brasileiros não bastava aprender apenas a língua materna, que teríamos de aprender outro idioma – de preferência, o inglês -, que era o idioma, digamos, comercial, o idioma dominante. E isso ocorria, principalmente, devido à importância econômica de países como os Estados Unidos e a Inglaterra.
Com o advento das últimas crises econômicas mundiais, entre 2008 e 2011 que, obviamente, vem causando um grande desequilíbrio ao sistema financeiro, tanto nos Estados Unidos, como nas nações européias (Itália, França, Grécia, Alemanha, entre outras nações do bloco do euro), o Brasil vem se mantendo, praticamente, intacto, ileso, conseguindo manter sua economia em ordem, ampliar suas indústrias, elevando sua balança comercial a patamares jamais alcançados antes. Inclusive, o nosso país, nos últimos anos, passou de devedor a credor do FMI – Fundo Monetário Internacional.
O que significa isso? Que antes vivíamos condenados ao atraso, ao subdesenvolvimento, vivíamos de pires na mão, sempre a pedir esmola para fechar as contas, todos os anos. No entanto, hoje já nos colocam entre as seis melhores economias do planeta, o que nos deixa muito orgulhos desse feito magnífico, para um país que era – não faz muito tempo – apenas a 20ª economia do mundo.
Essa compreensão do nosso avanço econômico nos faz crer – e não apenas a nós brasileiros – que o interesse por nosso país será cada vez maior, o que exigirá dos nossos governantes uma grande responsabilidade, pois, precisamos estar preparados para figurar entre as nações mais ricas do mundo. E estar preparado para tal requer mais investimento na educação, na saúde, na segurança e no bem-estar dos menos favorecidos, dos que estão abaixo da linha da pobreza, posto que, embora a qualidade de vida do brasileiro tenha melhorado, ainda falta muito para que o nosso povo chegue ao patamar desejável.
Se o Brasil é a “menina dos olhos” do mundo, que não percamos a oportunidade de elevar as condições de vida do nosso povo, transformando essa nação num lugar cada vez mais aprazível e melhor de se viver, reduzindo índices de violência, melhorando a qualidade da educação oferecida aos nossos jovens e a saúde ainda tão precária para a maioria dos brasileiros.

Rodelas/BA, 28 de dezembro de 2011.

                                
Prof. Generino Gabriel

NATAL... QUAL O SEU SENTIDO AFINAL?

      Desde que me entendo por gente, jamais acreditei na magia que muitas pessoas vêem no Natal. Obviamente, como criança carente que fui e criado sem a presença da figura paterna, mas por uma guerreira – minha mãe – que sempre fez questão de nos mostrar a verdade acima de tudo, fui moldado para um mundo onde prevalece a racionalidade. Por essa razão, as fantasias nunca permearam meus sentimentos, mesmo quando criança ou adolescente. É bem possível que toda essa racionalidade não me tenha feito bem, considerando-se que desde cedo tive que trabalhar duro, ajudando minha mãe, quando lavava roupas a semana inteira para garantir o nosso sustento. E apesar disso, tive muito tempo para as brincadeiras da infância, mas tudo que eu fantasiava nada tinha a ver com o presente, com o dado momento em que vivia; estava, geralmente, voltado para os sonhos que alimentava por um futuro menos doído e que fosse promissor. Em suma, para confirmar a realidade nua e crua que a vida me ensinou, o Natal tem sido um momento de apogeu para o comércio e para a indústria, visto que, nesse período, cria-se a ilusão de que é tempo de presentear, mesmo que as pessoas não entendam o significado disso e apenas busquem seguir uma tradição que lhes foi transmitida há séculos. Persistindo nessa ideia, não encontro nenhuma razão no fato de amigos e familiares se juntarem apenas no intuito de “cear” e beber como nunca os fizeram, como animais famintos, esquecendo-se, na maioria das vezes, do maior ensinamento do espírito natalino, que deve estar envolto da solidariedade, da busca pela paz, da busca pela compreensão, da luta para fazermos um mundo melhor a cada novo dia. Seria, pois, um momento de reflexão, de reunião de pessoas sensatas, naturalmente, comprometidas e sóbrias, almejando a harmonia que deve reinar no cerne da sociedade. E olha que há tantos por aí que, sequer, sabem quando farão a próxima ceia ou aonde irão poder pernoitar.

           Rodelas/BA, 25 de dezembro de 2011. 

                             Prof. Generino Gabriel