terça-feira, 27 de dezembro de 2011

MEUS LIVROS À VENDA





Se alguém me der a honra de adquirir o meu primeiro livro - Segredos da Solidão - publicado em julho de 2000, gostaria de informar que o mesmo se encontra à venda do endereço virtual www.estantevirtual.com.br e sai por menos de R$ 10,00, com o frete. Já se você deseja adquirir o livro Atalhos Poéticos, publicado em 2010 e Caminhos da Reflexão,em 2011, pode acessar o site www.protexto.com.br. Na busca do site é só digitar o nome dos livros e efetuar a compra. Você recebê-lo pelo correio, em poucos dias.
Valeu! Abraços!

domingo, 27 de novembro de 2011

INCOERÊNCIAS


INCOERÊNCIAS

É preciso diferir
Política de politicalha!
Deve-se o Estado gerir
Senão o progresso encalha!

Mas a politicalha
Faz-se presente...
É algo que atrapalha...
A boa política ausente!

O fato de se pensar
De modo individual
Leva-me a acreditar
Que é a culpa de todo mal.

Ocupar o poder
É privilégio e faz bem.
Mas não me faz ser mais
Nem superior a ninguém!

A boa política se faz
Com verdade e razão...
Mas há privilegiados demais!
Sem alma nem coração.

Agir com consciência
É tudo que se espera
Em nome da transparência
O bom político se revela.

Cabe ao povo reivindicar
Pondo o coletivo à frente
Sem jamais generalizar
Que há político ruim somente!

Juazeiro/BA, julho de 2009.

Prof. Generino Gabriel

O PRETO, O BRANCO


O PRETO, O BRANCO
O preto, o branco
Contraste?
Antagonismo?
Oposição?

O preto, o branco
Contraste
Sem antagonismo
Ou Oposição.

O preto, o branco
Vida
União
Que se celebra.

O Preto, o branco
Universo
Combinação
A bem da vida.

O preto, o branco
Diferença
Que harmoniza...
Equilíbrio.

O preto, o branco...
Que seria do mundo
Sem esse colorido
Que propõe igualdade?


Rodelas/BA, 26 de novembro de 2010.

Generino Gabriel

sábado, 17 de setembro de 2011

AMOR PLATÔNICO


És agora a estrela que não vejo
És o brilho infinito, mas obcuro
És mas não és o meu desejo
Busco, mas não buscas o meu ser
Quero, mas não me queres.

O que és afinal?
Um pássaro do qual
Não se ouve o canto,
Um rio que corre em silêncio,
Uma paixão ardente
Que me corrói, me arde
Mas, não se sente
(Talvez porque estás ausente)...

Ou seria que és simplesmente
O meu buscar
O meu querer
Ou ainda e apenas
O meu amor platônico?


Poema incluso no livro Segredos da solidão, pág. 62.
Escrito em Salvador/BA, 27 de agosto de 1999.

APESAR DE VOCÊ


 


Há um silêncio
Apesar de tantas vozes

Há uma dor
Apesar de tantas aparências

Há uma incerteza
Apesar de tanto carinho

Há um tormento
Apesar de você

Apesar de você
Há uma saudade

Há algo que nos machuca
Apesar da hipocrisia.

Poema escrito em dezembro de 1998.
GENERINO GABRIEL
Enviado por GENERINO GABRIEL em 03/12/2006

BREVE PARTIDA

               (À memória de Neuza, minha cunhada)

Tu nos deixaste subitamente
Nem posso acreditar ainda
E fico a perguntar ao Senhor:
Como cessar uma vida tão linda?

Nem podes imaginar
Como nosso riso anda triste
E com a tua breve partida
O carinho, o bem-querer inexiste.

E como é difícil
O mundo sem tua presença,
Sem a tua compreensão
Que te fez tão intensa!

Mas tu és para sempre...
Apesar do tempo e da distância
E estarás conosco presente
Em cada lição de esperança.

Escrito em 24/01/2004.
GENERINO GABRIEL

VALE A PENA VIVER?


Nem sabes, no meu viver momentâneo,
O quanto me sinto aflito
Balbucio palavras ou grito
Infortúnios atos humanos!
Multidões na luta pela sobrevivência
Poderosos abusando do poder
E aí fico me perguntando:
Vale a pena viver?

Muitas vezes me calo
Apenas meus olhos falam
Verdades deles exalam
Falsos heróis impressionam
Multidões já escaldadas,
Mas tentam um algo acreditar
E aí me pergunto:
Vale a pena esperar?

Viver vale a pena
Porém esperar me põe aflito
Enquanto preciso alçar-me ao infinito
Opondo-me àqueles para quem
A inércia preenche os seus dias...
Ah, isso me angustia!
Alimentar-me a alma, preciso
Ao menos, com a minha poesia.

OPOSTOS


 
Vês o céu, o firmamento
Por acaso, jamais existiriam
Nem mesmo por um momento...
E as águas puras, cristalinas
Que caem em cascata...
Ah, tudo isso tem explicação
E é teu, é meu...
E em tudo isso
Há a mão de Deus.
 
Vês as armas, as bombas
Os mísseis que sondam...
O sangue que jorra
As naves que rondam
Alimentando as guerras
Destruindo o ambiente
E a vida enterram...
 
É a mão do homem
Ser inconsequente
Exercitando "inteligência",
Fazendo-se satanás
Em forma de gente!
Destruindo o que Deus criou,
O que mais ninguém faz.
 
O homem ainda não percebeu
Que a sua inteligência é divina
À luz do soberano Senhor
Para exercê-la sem olhar a quem,
À semelhança do Criador
Que cria a vida, dela cuida
E a nutre com amor.
 
Rodelas/BA, 28 de novembro de 2001.
SOFRIMENTOS E RESIGNAÇÃO



Anos e anos e uma história
De sofrimento e resignação
Os séculos se passaram
O mundo se modernizou...
Mascararam nossa dor!

Feito “deuses” brincaram
Com a vida de pessoas...
Fomos cobaias em suas mãos
Enquanto lutávamos por dignidade
Em nome da nossa missão.

Vidas humanas
Nas mãos dos opressores
Não tinham nenhum valor...
Mais importante pareciam ser
O poder, o orgulho, a raça, a cor...

Séculos e séculos
De tanto sofrimento e resignação
O tempo se passou...
Nada mudou!
Mudou-se apenas a roupagem
Nas mãos do mesmo opressor.



Rodelas/BA, 15 de novembro de 2010

Prof. Generino Gabriel
DESUMANO



O homem, o vento
A vida...
Quão vago é o pensamento
O homem constrói
E ao mesmo tempo destrói...
Os laços, as relações
Como se a vida
Fosse mera existência
Ao invés de comunhão
Entre as nações.

O homem, ser imponente
Sequer imagina
Nem mesmo sente
Que num breve movimento
O vento varre, apaga
Qualquer monumento
Desfaz nossas pagadas
E devasta as estradas.

Rodelas/BA, 05 de novembro de 2004

sábado, 27 de agosto de 2011

CONQUISTA

Anos e anos a fio

Vivi, espalhei meu canto

Fosse inverno ou estio

Fosse alegria ou pranto.

Fui testemunha ocular

Da luta de um povo

Buscando, querendo conquistar...

Prosperidade, um caminho novo.

Em parte, a vida foi cruel

Inverteu meus valores

E tal qual como réu

Atordoado, vivi horrores.

Luto, ainda busco

Tento meu caminho trilhar

Não me importo o custo...

Vale o sonho a alcançar!

Rodelas/BA, em 08 de agosto de 2009.

Prof. Generino Gabriel

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

FIGURA FOLCLÓRICA

Meu tio-avô Amercino, que passou desta para a melhor recentemente, sempre se revelou entre os rodelenses uma figura folclórica, além de respeitável. Era um homem trabalhador, inteligente e de imaginação fértil, apesar de não ter tido a devida instrução.
Certa vez, quando trabalhava de meeiro num plantio de cebola na roça de Seu Antônio, Amercino cismou em chamar as mulheres que mudavam sua cebola para almoçar antes do patrão determinar.
Seu Antônio disse:
_ Amercino, agora não! Ainda não é meio-dia.
Meu tio, desconsiderando o que dissera o patrão, torna a gritar as trabalhadoras:
_ Hora do almoço, minha gente!
Estavam todos no rancho já com aquele apetitoso feijão com ossada de boi e arroz no prato, quando Seu Antônio, irritadíssimo, chega junto às trempes e dá aquele chute nas panelas, dizendo:
_ Eu num já falei que não é hora!
Meu tio, sarcástico como sempre, apenas retruca:
_ Mas, Seu Antônio, eu ainda queria um caldinho!

JEITO MOLEQUE (Para Elnatã Almeida)


Foste muito intenso

Enquanto vivias

Mas tu partiste...

Foste embora de mansinho

E sequer nos avisaste

Que já partirias.

Tua falta entre nós

Está a nos privar

De uma presença tão edificante

Repleta de tanto amor...

O que será de nós?

Aonde iremos nos encontrar?

Foste sorrateiramente embora

Sequer nos avisaste que ias

E a vida sem ti

Jamais será a mesma.

Será que não sabias?

Mas, um dia, vamos todos

Nos encontrar e celebrar

Toda a nossa alegria.

O teu jeito moleque

De uma alegria sem igual

Jamais iremos esquecer

Mesmo porque nos deixaste

Mas conosco continuas

Nas boas amizades e lembranças

Nas brincadeiras de criança

No carinho verdadeiro, tão real.

Porque tu foste embora

Até o sol nasceu tristonho

Mas guardaremos conosco

Apenas as tuas lições de vida

A tua alegria

Toda a tua garra

E a vontade de vencer...

Assim te vemos risonho.

Rodelas/BA, 15 de junho de 2011.

Prof. Generino Gabriel